Precisamos falar de Feedback

Precisamos falar de Feedback

Precisamos falar de feedback

Seja na vida profissional ou na vida pessoal, normalmente essa sentença precede um movimento que deveria ser natural, mas gera muita apreensão: o processo de feedback. Se pensarmos na tradução literal do termo em inglês, é isso que ele deve ser, uma retroalimentação do sistema, que aponta os pontos de melhoria, faz o reconhecimento necessário, corrige o que precisa ser corrigido. Mas, principalmente no meio corporativo, as más experiências de feedback geram várias piadinhas e até um certo trauma.

E hoje eu quero falar com você, líder. Na hora de dar um feedback, como tornar esse momento mais proveitoso para a empresa e para o desenvolvimento do colaborador?

A primeira coisa é pensar na sua intenção. Qual a razão da conversa? Porque dar feedback é uma oportunidade das pessoas envolvidas realinharem seus contratos de convivência, de relacionamento. Há muitos livros e muitas técnicas sendo propagadas por aí; ao conhecê-los, você poderá decidir qual se encaixa melhor ao seu estilo. Começar pelo positivo, daí o negativo, depois o positivo pode ser um jeito. Mas eu tenho percebido na minha prática que esta fórmula justamente gera muita ansiedade, tanto pra quem dá quanto para quem recebe o feedback. Quem dá costuma relatar que se sente meio falso ao começar pelo elogio. “Dá a impressão que só estou preparando o terreno”. E quem recebe recebe diz  “Já sei que depois do MAS vem a paulada”.

O feedback anda muito distorcido e, por conta disto, uma fama horrível. Não que seja fácil. Mas é possível fazê-lo com maior assertividade.

Não espere necessariamente o momento da avaliação de desempenho. Enxergue como uma oportunidade frequente de alimentar o contrato de relacionamento entre duas pessoas, o líder e seu colaborador.

Lembre-se que ninguém ama ouvir sobre as atitudes que incomodam aos outros, aquele discurso de gostar de receber a “crítica construtiva” muitas vezes é da boca pra fora. Por isso, embora um feedback bem dado possa contribuir bastante para o nosso desenvolvimento, não é algo que nos dê prazer. Mesmo que o “como” o feedback é feito seja importante, o que é dito vai incomodar. É difícil sim, mas muito necessário e – em boa parte dos casos – tem efeitos bem positivos para esse contrato de relacionamento.

Há quem diga que a nossa forma de dar feedback tem muito a ver com a forma como a gente aprendeu a dar ou receber reconhecimento desde criança. Você já pensou sobre isso?

Texto de Autoria da Gabriela Mantovani – Consultora Vilon Desenvolvimento Criativo

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